Se você é artesão, e disponibiliza seus produtos para revenda no comércio formal, também pode conseguir o direito de colocar o código de barras no seu produto. Se você vende chocolates ou bijouterias (ou vasos, renda, roupas, etc) não faz diferença, pois a maioria dos estabelecimentos comerciais hoje são automatizados, ou seja, tem aquelas maquininhas de reconhecimento dos códigos e softwares para controle de estoque ou vendas.
O código de barras pode ser um diferencial competitivo, pois demonstra um interesse em profissionalização. Para negociar com comerciantes legalizados (com cnpj) o artesão precisa ter essa postura profissional (pontualidade, embalagem, capacidade de produção, etc), pois o artesanato historicamente já carrega uma carga de informalidade – pelo fato de ser hobby ou complemento de renda para alguns.

Existem vários tipos de código de barras, mas o que interessa a você é o código de barras para produtos, ou seja, um código para identificação dos seus produtos. Para consegui-lo você deve filiar-se à GS1 Brasil através dos seguintes passos:
1) Faça sua inscrição on-line no site da GS1 nesse endereço:
2) Clique na opção: “Preciso de código de barras”
3) Comece o processo de filiação informando qual tipo de código de barras você precisa. Escolha “identificação de código de barras”
4) Informe seu CPF. Essa opção é válida somente para artesãos ou produtores rurais.
5) Preencha seus dados pessoais e dados sobre seus produtos. Aqui você precisará escolher sua faixa de faturamento, pois o pagamento da anualidade é correspondente a ele.
Agora é só esperar o email contendo a lista de documentos que você deve enviar (por fax ou correios) para São Paulo, pois você deve comprovar seu faturamento e dados pessoais. Também receberá um login e senha para acessar uma área exclusiva do site.
Logo que sua documentação for aprovada, você receberá o boleto bancário para pagamento da taxa de inscrição e metade da primeira semestralidade. A segunda metade será cobrada somente 6 meses depois desse primeiro pagamento. Nas próximas vezes os pagamentos serão anuais. Depois do pagamento da taxa de inscrição você recebe um cd-rom com todas as informações necessárias para criar e gerir seus códigos.
Se você ainda tem dúvidas, sugiro o FAQ da GS1 Brasil.
Até mais,
Em dezembro participamos de uma feira de presentes e variedades – a Mix Show – que ocorreu no Minascentro. Quer ver como foi?
Até mais,
A Feira Nacional de Artesanato é – como diz o nome – uma feira onde artesãos de todo país vem a Belo Horizonte expor seus trabalhos. É uma feira grande (mais de 170 mil visitantes em 2009) e uma ótima oportunidade para mostrar seu trabalho e conhecer produtos de todos os cantos do país. Ela é organizada pela Mãos de Minas e os afiliados têm desconto no metro quadrado. Quer ver como foi?
Até mais,
Casinha alugada, filiação ao Mãos de Minas, logotipo e produtos prontos: onde vender se você não pode ter uma loja? Na feira, oras! Como artesã posso vender meus produtos para pessoas física de duas formas: por encomenda ou diretamente nas feiras. A minha primeira experiência em feiras foi na Feira Mineira (ou Feira de Artesanato do Mineirinho).
A feira de Artesanato do Mineirinho ocorre toda quinta (de 17 às 22) e todo domingo (de 9 às 16). Lá você encontra artes plásticas, produtos em couro (bolsas, sapatos, etc), produtos de decoração (de madeira, plástico, eva, etc) para casa e produtos alimentícios.
Para produtos alimentícios existem duas partes: a praça de alimentação – onde ficam as barracas que vendem comida (pasta, comida mineira, feijoada) – e o setor de lanchonetes. Na praça de alimentação existe um palco onde ocorrem shows e é a parte que fica sempre lotada. O setor de lanchonetes é onde ficam os chocolates, as tortas e os petiscos e – adivinhe – é a parte que fica quase sempre … vazia! Para não cometer injustiças tenho que dizer que nesse setor existem dois corredores e a barraca da Gostin ficava no de menor movimento.
As dificuldades na feira do mineirinho foram muitas, mas podem ser resumidas numa só: o tipo de público. Como a entrada é gratuita, a maior parte dos clientes pertence às classes C e D e, infelizmente, esse público não sabe distinguir entre um chocolate de qualidade e outro hidrogenado ou fracionado. Houve um dia com degustação de trufas e ninguém queria provar. Foi só mudar o nome de trufa para chocolate que as pessoas vieram e compraram!
Depois de perder produtos por causa de chuva (sim, é só chover na Pampulha que é um pesadelo para os expositores da feira) e vender muito pouco durante várias semanas decidi pela saída. Ganhei de volta meus domingos e os clientes certos começaram a aparecer. Quer espiar como foi?
Até mais,
Ao ter a idéia de vender chocolates, fui pesquisar qual seria a melhor forma de executá-la naquele momento de tão pouco capital para investir. Como eu tinha imaginado um começo simples, a idéia de abrir uma empresa, ter cnpj e pagar altos impostos não pareceu promissora. Entretanto eu gostaria de revender meus produtos para lojas e, para fazer isso de forma legal, é necessária a emissão de nota fiscal.
Uma das opções – surgida em 2009 – é a figura do empreendedor individual. Se você trabalha por conta própria pode ter seu CNPJ com o pagamento de até R$ 65,00 (sessenta e cinco reais) por mês e benefícios como auxílio-maternidade e aposentadoria. Mas para isso você precisa faturar no máximo R$ 36.000 (trinta e seis mil reais) por ano e contratar um empregado com salário mínimo – duas limitações que, para mim, não combinam.
Assim, acabei escolhendo uma alternativa de legalização em que não há necessidade de CNPJ: filiar-se a uma associação de artesanato. Artesanato? Sim, artesanato! Se você trabalha sozinho fazendo um trabalho manual você é um artesão e pode associar-se. Em Minas existe a organização Mãos de Minas, que oferece vários benefícios aos seus associados: emissão de nota fiscal, orientação contábil e jurídica, cursos de administração (através do centro CAPE) e muito mais.

Para associar-se você paga uma taxa de inscrição inicial (R$ 80,00) e uma taxa mensal (R$ 25,00). Especificamente para o setor de alimentos há a necessidade de fazer o curso de manipulador de alimentos – muito útil e necessário – e também a consultoria de um engenheiro de alimentos. Seu local de trabalho deverá ser uma cozinha separada da utilizada pela sua família (se você mora em um apartamento terá que locar algum outro lugar) e você precisará do aval do engenheiro sobre esse local antes de associar-se aos Mãos de Minas.
Se você trabalha com alimentos sabe como o cuidado com a produção em si é necessária. Higiene e organização são mais do que obrigatórios. Será necessário colocar telas anti-inseto nas janelas e portas (se você quiser mantê-las abertas durante a manipulação dos alimentos), aprender como lavar as mãos corretamente, datar os alimentos abertos e os prontos, controlar as pragas, tirar o lixo todos os dias e ainda fazer o seu trabalho.
Mas tem limitações, claro: você não pode ter empregados nem estabelecimento de venda (porta aberta ou placa na porta) e a emissão de nota fiscal tem o limite de R$ 120.000,00 (cento e vinte mil reais) por ano. Se quiser saber mais detalhes é só ligar (31) 3282-8272 ou fazer uma visita (rua Grão Mogol, 662, Sion, Belo Horizonte) que eles explicam tudo direitinho.
É isso. O post ficou longo mas pode ser útil para alguém.
Até mais.
Olá, aqui você acompanhará o dia-a-dia dos Cupcakes Gostin.
Para encomendas ligue (031) 4102-6111 ou (031) 9417-3338 ou envie um e-mail para contato@gostin.com.br.
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